terça-feira, 13 de outubro de 2009

SURGE O SUPER-SANSÃO E JÁ POLEMIZA


sábado, 3 de outubro de 2009

CARTA DO FILÓSOFO SUICIDA

O texto a seguir foi encontrado em uma pilha de lixo numa cidade do interior do Brasil. Sabe-se poucas coisas sobre o autor, mas antes de saber sobre ele, leia a carta.


“Resolvi que não é necessária a minha vida, como as vidas de todos os outros humanos. Por mais que façamos algo para melhorar a situação do mundo, sempre chegaremos a lugar nenhum. Por sinal, viemos de lugar nenhum e vamos a lugar nenhum. Se existe ”Deus” e ele vai me castigar por esse “pecado”, não posso fazer nada. Continuar a viver com meus “irmãos”, acreditando em utopias, é que não posso. Darei um ponto final em mim.

Veja, meus queridos, todos nós que compomos o globo terrestre – por mais que sejamos coagidos para sermos similares -, tendemos a viver egocentricamente. O homem atingiu certo grau de inteligência (no sentido primordial: “intelligentia”; faculdade de aprender, apreender, compreender, assimilar e permutar) que não há como encaixar todos numa mesma lógica como robôs. Isto é muito utópico. Contudo, paradoxalmente, se fôssemos programados geneticamente como os animais, também não haveria motivos para viver; tanto faria “viver” ou “morrer”, logo que discerniríamos nossa existência. Como também não haveria motivo para estar vivo se estivéssemos em uma ditadura, na qual não pudéssemos pensar por nós mesmos.

Sendo assim descentralizados e complicados, apenas nos resta formular utopias e mais utopias, sem atingi-las finalmente. Talvez seja por isso que depositamos nossas atividades e pensamentos em ideologias coercitivas e coletivas. Precisamos de algo que nos motive a viver – seja o bairrismo, a religião, as artes, a melhoria das cidades, a paz, etc. Precisamos acreditar que nossos compatriotas não nos quererão mal, que nossos irmãos da igreja não nos matarão, que a música acabará com o vazio e a dúvida sobre a vida, que obteremos a paz de todos... E, também paradoxalmente, desejamos que algo bombástico movimente nossas vidas – seja assassinatos ou a aparição do celular ultra-moderno que faz xixi e que só é comprado por U$ 1.000.000. Porque, quando nos vemos num local em que tudo é cor-de-rosa, matamo-nos, como acontece na Nova Zelândia e Suíça, onde a qualidade de vida é tão alta e a violência é quase inexistente que não há expectativas para melhorar.

No final das contas, até quem acaba pregando uma ideologia pacificadora, por exemplo, mata pela paz – como ocorreu na Guerra Santa e ainda hoje ocorre nas guerras santas disfarçadas (somos volubilíssimos e extremos demais!). Ou quem tem o bairrismo acirrado na própria ideologia, isola-se de mundo e é xenófobo ferrenho... E quem não vê razão em ter ideologia, seja forte ou fraca, mata-se, porque, como dito, nada será concreto, definitivo, unificante e pacificador entre os humanos. Não há inferno nem céu aqui. Há a humanidade e, parece-me, depositar alguma confiança nela é pior que depositar em mundos surreais.

Peço, então, meus queridos, que não me enterrem. Eu não quero adubar esta terra inóspita que pode gerar plantas e, conseqüentemente, habilitar mais vidas inúteis feito a minha. Peço que façam um favor para os únicos inocentes nessa história: os animais “irracionais”. Peguem meu corpo e joguem aos urubus, para que eles tenham o que comer.”



A equipe do Fullatagem pesquisou e descobriu o autor. Não podemos divulgar a cidade, nome ou sobrenome, mas informamos que ele realmente se matou. Porém, o suicídio não ocorreu depois de ter escrito a carta: ele ainda viveu por um ano (de 2008 a 2009), quando enfim encontrou o motivo para viver: “formar uma família em Cristo”. Ele somente cometeu suicídio, segundo familiares, porque levava qualquer pensamento muito a sério; tão a sério que traiu a mulher e, triste por ter cometido tal pecado, matou-se.

Citando ele mesmo, o filósofo suicida, “somos volubilíssimos e extremos demais”.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

NÃO REELEJA. EJACULE.


A arquitetura do Congresso Brasileiro parece muito uma estrutura fálica, principalmente quando ela está aliada a um monte de homenzinhos “ejaculando”, como é representada pela campanha “Não reeleja ninguém”. O banner circula na Internet e aos poucos ganha espaço, objetivando “expelir” todos os parlamentares do Congresso para sanar e dignificar tal corpo estatal.

Idealiza-se, assim, pôr novos parlamentares no lugar dos que foram expelidos, como numa masturbação. E o auto-erotismo parece ser ótimo para se pensar nos riscos da campanha em questão.

Na masturbação masculina há a provocação do jorro de plasma seminal e espermatozóides e do conseqüente orgasmo – ou vice-versa. Segundo cristãos e cientistas, a expelida desse líquido causa a matança de milhões de vidas que poderiam ser geradas em um óvulo. Isso é análogo à “Não reeleja ninguém” porque, em 2010, presidente, senadores e deputados podem não ser reeleitos, causando certa alegria, ou “gozo”, dos adeptos da campanha. Mas, pasme(!), a semelhança não fica por aí: a não-reeleição pode matar muitas de vidas – excetuado as dos novos parlamentares, claro... Estranho? Mas é.

Obviamente não será algo “direto”, como num genocídio, ou automático; será algo mais mascarado e lento. Ou melhor dizendo: mais alheado... Portanto, analise: será que o problema do Congresso Brasileiro é realmente os parlamentares? Ou somente os parlamentares? Será que a troca deles pode acabar com a corrupção, trazendo a dignidade e moralidade tão almejadas? O que será feito se um candidato corrupto for eleito e recomeçar a bandalheira? A população vai esperar mais quatro anos para tirá-lo de lá, não é mesmo? Não é assim?

Conheço uma pessoa que tem um método mais eficaz. Ela diz o seguinte: “Não vou votar em ninguém nem, ao menos, vou à zona eleitoral para ‘branquear’ ou anular meu voto. É claro que, para não perder meu documento eleitoral, irei uma vez ou outra... É que cansei da Política e desses políticos nojentos”. O leitor teimoso pode dizer que ela está faltando com os próprios direitos de cidadã, mas o método dela é de longe o mais eficaz. Porque, enfim, se é para matar, que seja um profissional e que seja dado a César o que é de César. Não é assim?

Bem, se entenderam ou não a mensagem, não posso fazer nada agora, porque preciso ir urgentemente ao banheiro. Como diria o Chorão, a Internet “me pirou o cabeção”.